
E pela brisa famélica da noite
Vão os brasões dos meninos
Que sentam-se à varanda
Com a reles desculpa nas tragadas de seus cigarros
A fixar-sem no vago
A imaginarem as histórias que neles existem
E depois, como soldados de guerras distantes
Se levantam e dormem
Sem dizerem uma só palavra
Como fazem aqueles que a alguém mataram
E se arrependeram
Sem ao menos desesperarem-se

7 comentários:
Um dos melhores que já li aqui. Quantas vezes agimos como genocidas sem causa, sem culpa, mas com aquele sentimento bizarro preso na garganta? É esse mundo doido, que não da paz para ninguem.
É esse mundo doido, que deixa todo mundo violento mesmo quando esta violencia não há, que traz culpa mesmo sem ter cometido qualquer estrago.
Beijao querido, otima semana!
Cada vez você ta melhor nos seus poemas,acho fantástico tudo que leio vindo de você.
Parabéns !!!
SOBERBO!!!!
abraços meu bom amigo!
Heduardo
... das artes, da guerra, do amor ou então... das histórias tingidas desses silêncios que ficam a espreitar...
Destas palavras tuas que me chegam como ventos de tempos outros, a trazerem memórias do que nunca, do que sempre.
Ler-te é sempre um mergulho para o infinito das coisas.
ABraços de sol.
saudade senti de ti!
sempre bom te ler!
\o/
Postar um comentário